Correios, uma multinacional da logística

Correios buscam visibilidade das olimpíadas para dar impulso à marca no exterior

Empresa com presença em todos 5.570 municípios brasileiros, os Correios querem aproveitar sua estrutura para ser uma das maiores empresas de logística do mundo.
O primeiro passo para isso será realizar grande parte da movimentação de todo o material que será utilizado nos Jogos Olímpicos do Rio, no ano que vem.
O evento deverá tornar mais conhecida a marca da estatal no exterior.
Posteriormente, os Correios planejam abertura de escritórios nos Estados Unidos, Europa e em países da Ásia e África.
“Vamos usar toda a nossa estrutura de logística para ampliarmos negócios no exterior. Por sua natureza e presença em todos os municípios brasileiros, os Correios podem e vão atuar como uma multinacional da logística, fomentando as exportações e importações de empresas de qualquer porte”, afirmou José Furian Filho, vice-presidente de Logística dos Correios. “Será um grande teste para mostrarmos nossa expertise”, afirmou.
Os cerca de 10.500 atletas que estarão reunidos no Rio de Janeiro entre 5 e 21 de agosto de 2016 para realização dos Jogos Olímpicos vão exigir a movimentação de pelo menos 30 milhões de itens, entre materiais e equipamentos de suporte para a competição de 42 modalidades esportivas.
Todo esse trabalho começa a ser intensificado a partir de agora – embora agosto de 2016 pareça ainda um tanto distante.
Com canteiro de obras por todas as partes, a logística dá os primeiros passos no Rio de Janeiro para garantir o “espírito olímpico” a partir de modalidades-testes e a viagem da pira olímpica por todas as regiões do país.
No total, 45 eventos-teste serão realizados até maio de 2016, três meses antes do início dos Jogos. Os eventos são divididos em três blocos: o primeiro, que conta principalmente com esportes ao ar livre, acontece entre julho e outubro deste ano; o seguinte, focado em esportes em ambientes fechados, entre novembro de 2015 e fevereiro de 2016; e o último, de março a maio de 2016, finalizando a preparação.
Alguns dos destaques entre os eventos-teste programados para este ano são as competições de remo e hipismo, que acontecerão na Lagoa Rodrigo de Freitas e no Centro Olímpico de Hipismo, respectivamente, na semana de comemoração do marco de um ano para os Jogos Olímpicos, em agosto, além do torneio de tênis, que marcará a abertura do Parque Olímpico da Barra, em dezembro.
Para dar conta deste suporte, a logística será usada em toda a sua plenitude. Os equipamentos serão movimentados por terra, ar e mar, exigindo o melhor da tecnologia para evitar erros, desvios e roubos em meio a um cenário de competições onde não pode haver vacilo.
Caberá aos Correios o planejamento, gerenciamento e operação de transporte e armazenagem de materiais esportivos, eletrônicos e de mídia, além de utensílios, acessórios, e bagagens dos atletas, móveis e peças das vilas; entre outros.
A empresa também será responsável pela entrega postal e por projetos especiais (medalhas, amostras de antidoping, achados e perdidos, pontos de vendas de ingressos, etc). Só não fará a logística de alimentos, bebidas e transportes de pessoas.
Ao longo da competição, serão servidas 11 milhões de refeições, 18,6 mil quartos serão limpos, 40 mil camas arrumadas, além de 480 mil toalhas lavadas. Além dos Correios, o Comitê Olímpico vai contar com a colaboração de mais de 2.500 prestadores de serviço para atender os esportistas, que ficarão hospedados nos 31 prédios da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca.
Pelos números até agora calculados, só os Correios vão movimentar nos locais de competição e na Vila dos Atletas 980 mil partes de equipamentos esportivos, 120 mil cadeiras, 30 mil camas, 30 mil colchões, 25 mil mesas, 18 mil sofás, 36 mil bagagens de atletas. Também serão responsáveis por transportar 8,6 mil custódias (amostras de antidoping) e 300 quilômetros de barreiras (alambrado), para citar alguns exemplos da complexidade da operação.

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