Greve para Mercedes-Benz

Montadora diz que não tem como manter atual quadro de funcionários com queda de até 40% nas vendas

É muito difícil a Mercedes-Benz rever a demissão de 500 funcionários – fato que motivou a paralisação hoje de 4.000 metalúrgicos reunidos em assembleia na fábrica de São Bernardo do Campo.
Por um motivo muito simples: não há mercado. No primeiro trimestre, as vendas da montadora recuaram 40%. Neste instante, não há perspectivas de melhora.
A empresa informou ter postergado ao máximo as demissões dos 500 colaboradores, que estavam, com outros 250 funcionários, em regime de lay-off desde maio de 2014.
Entre maio e dezembro dezembro do passado, o salário líquido desse grupo de empregados era bancado com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a montadora, que dividiam o pagamento.
Entre dezembro e até o próximo 30 de abril, o salário passou a ser coberto apenas pela Mercedes-Benz, que agora anuncia não ter mais fôlego para manter o pessoal inativo diante da falta de perspectiva.
Para os dispensados, a montadora oferece um programa de demissão voluntária com abono de R$ 40 mil, além dos direitos trabalhistas.
O PDV também é aberto aos demais metalúrgicos, que, além dos direitos trabalhistas, podem contar com R$ 28.500 de abono.
Além dos 500 funcionários dispensados, a montadora afirmou já ter mais outro grupo de 1.200 colaboradores em ociosidade.
A empresa informou que vai tentar administrar esse novo excedente, com a adoção de férias coletivas.
A Mercedes-Benz diz estar disposta a manter um diálogo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.
Para os sindicalistas, a montadora não deve recorrer ao mecanismo das demissões sem antes tentar medidas que impulsionem as vendas.
Nova assembléia dos funcionários ocorrerá nesta quinta-feira.

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