Eletra avança no mercado internacional

Eletra

A Eletra, fabricante brasileira especializada em tecnologia de tração elétrica para o transporte urbano, começa a prospectar novos mercados para exportar os seus ônibus produzidos no Brasil. Depois da cidade de Wellington, capital da Nova Zelândia, onde tem 62 trólebus em operação desde 2004, a empresa negocia a venda dos seus veículos com as cidades de Bogotá (Colômbia), Assunção (Paraguai) e Quito (Equador). “Também estamos analisando a possibilidade de exportar os nossos veículos para a Venezuela e o Chile, que têm um problema sério de poluição ambiental”, afirma Iêda Maria Alves de Oliveira, gerente comercial da Eletra.

A expectativa de Iêda é que a demanda por trólebus e ônibus híbridos cresça no mercado internacional nos próximos anos por causa da grande preocupação com a poluição do ar. “As cidades estão cada vez mais interessadas em incluir trólebus e ônibus híbridos na sua frota e isso se deve a vários fatores”, diz a gerente da Eletra. “Primeiro é a necessidade de reduzir a poluição local, pois cada vez mais os estudos mostram que o que mais mata não é o efeito estufa, mas a poluição do ar. Segundo é a tentativa de diminuir o consumo de diesel pelo transporte público, pois este combustível tem uma participação muito forte na poluição, causando um impacto negativo na qualidade do ar.”

A gerente comercial da Eletra calcula que haverá uma fase de adaptação do mercado internacional, com a construção, em algumas cidades, de corredores segregados para a circulação mais rápida de ônibus e com a compra de veículos menos poluentes.

“Os corredores BRT (Bus Rapid Transit) têm grande importância na melhoria da mobilidade das cidades, além de não deixar avançar a poluição”, destaca Iêda. “Entre a oferta de veículos para o sistema de transporte, os trólebus vêm retomando a demanda como uma solução para ajudar a melhorar a qualidade do ar. Já os ônibus híbridos têm a vantagem de ser um modelo de transporte intermediário, atuando muito bem para baixar significativamente a emissão de poluentes, chegando a reduzir em 90% o índice de material particulado expelido pelos veículos”.

A gerente comercial da Eletra explica que a vantagem do ônibus híbrido é que o motor a combustão está sempre em uma rotação fixa, e isso traz um ganho em relação à emissão de material particulado muito grande.

Negócios

Nas suas negociações internacionais, a Eletra conta com a parceria das fabricantes de chassis — Mercedes, Scania e MAN —  e das encarroçadoras Caio, Marcopolo e a empresa Busscar, que ainda atua no exterior.

No exterior a fabricante brasileira tem a participação das empresas locais, como é o caso da Design Line, da Nova Zelândia, que é responsável pela produção das carrocerias dos 62 ônibus adquiridos pela New Zealand Bus, que operam há dez anos naquele país.

“Em Bogotá as negociações estão sendo feitas em parceria com a Mercedes-Benz para a venda de trólebus e ônibus híbridos com carroceria Caio”, conta Iêda.

Ao mercado colombiano a Eletra vai apresentar no segundo semestre deste ano o seu ônibus híbrido para a Transmilenio, empresa responsável pela gestão do transporte público daquele país.

Na cidade de Quito, a empresa planeja vender os seus trólebus por meio de um programa de licitação que será aberto naquele país no primeiro semestre deste ano.

Em Assunção, a perspectiva de fechar novos contratos deve-se ao estudo que está sendo feito pelo governo daquele país para construir corredores BRT para operar com trólebus. “Para o seu transporte público o governo do Paraguai importa diesel e está avaliando as vantagens de usar trólebus nos corredores BRT. É um projeto que deve ficar pronto em meados do próximo ano”, calcula Iêda.

Embarques

Nos seus contratos de exportação há duas formas de a Eletra enviar os ônibus para os seus clientes. Para a Nova Zelândia, a empresa enviou os kits de tração elétrica para os trólebus, que foram montados no local e todo o serviço foi acompanhado pela equipe técnica da Eletra.

Nos embarques para a Colômbia os ônibus podem sair pronto do Brasil ou ser montados no local nas unidades que as fabricantes de chassis mantêm naquele país. No caso do Paraguai, por não ter linhas de produção, os ônibus saem prontos do Brasil.

 

 

 

 

 

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