Implementos acumulam queda de 38% no quadrimestre

Assim como os demais setores industriais, o de implementos rodoviários também sentiu o impacto do fraco desempenho econômico do país e fechou o primeiro quadrimestre deste ano com queda de 38,63% ao acumular a venda de 30.499 unidades. No mesmo período de 2014, a quantidade de veículos emplacados somou 49.697 unidades, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).

No segmento de pesados (reboques e semirreboques) a retração foi de 50,74%, com 9.341 unidades vendidas, ante 18.962 veículos emplacados no acumulado de janeiro a abril de 2014.

No setor de implementos leves (carrocerias sobre chassis), as vendas diminuíram 31,16% para 21.158 unidades na comparação com o quadrimestre de 2014, que emplacou 30.736 unidades.

As exportações de implementos rodoviários também ficaram abaixo das expectativas e acumularam queda de 35,93%, com o embarque de 856 unidades. No primeiro quadrimestre de 2014, foram enviados ao mercado externo 1.336 implementos rodoviários.

“O ano se aproxima de sua metade e qualquer ação para ajudar a indústria precisa ser tomada com rapidez para que seus efeitos consigam reduzir as perdas no setor ainda em 2015”, afirma Alcides Braga, presidente da Anfir.

A Anfir tem buscado alternativas para tentar amenizar a forte retração do setor. Segundo Braga, esta em estudo pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a proposta de alterações no financiamento de implementos rodoviários, com a ampliação da participação do BNDES para até 80% do valor do bem. A regra atual do PSI/Finame estabelece a parcela financiável em 70% para pequenas e médias empresas e 50% para grandes empresas. Há ainda o pedido para a implantação do programa de renovação de frota, que inclui a substituição de implementos rodoviários antigos por modelos mais novos e seguros.

A associação também aposta na liberação do novo pacote de investimentos em infraestrutura que prevê o leilão de três aeroportos (Porto Alegre, Florianópolis e Salvador), quatro trechos de rodovias e uma extensão da ferrovia norte-sul. “Poderemos ter um movimento de recuperação da economia sem, no entanto, representar resultado positivo no Produto Interno Bruto (PIB), mas apenas para reduzir as perdas”, afirma Mario Rinaldi, diretor-executivo da Anfir.

Em uma análise sobre a situação atual do país, feita durante o evento de posse da nova diretoria da Anfir, Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, disse que o primeiro trimestre de 2015 foi o pior momento deste ano e, segundo suas projeções, até o final do ano o nível de atividade econômica só tende a crescer, pois há movimentos por parte do governo federal no sentido de ativar os negócios.

 

 

 

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