Embraer projeta entregar 2.060 novos jatos na América do Norte

Jato E 175, da Embraer em voo

A Embraer projeta realizar 2.060 novas entregas de jatos, no segmento de 70 a 130 assentos, para o mercado norte-americano nos próximos 20 anos. Esse volume representa quase 35% do total da demanda mundial por aeronaves neste segmento específico, com valor estimado em US$ 96 bilhões, a preços atuais.

Cerca de 47% das novas entregas da região são esperados para apoiar o crescimento do mercado, enquanto 53% será para substituir aeronaves antigas que serão aposentadas até 2034. “Apesar de taxas de crescimento mais elevadas em outras partes do mundo, nossas projeções mostram que o mercado dos Estados Unidos continua dominando o segmento em virtude do grande volume de jatos de 70 a 130 lugares existentes”, disse Paulo Cesar Silva, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “No entanto, prevemos espaço para o crescimento das companhias aéreas que procuram alternativas para reduzir a diferença de capacidade entre as operações regionais e de empresas aéreas tradicionais”, complementa.

De acordo com nota divulgada pela Embraer, parte do crescimento é esperado a partir da reestruturação das operações de alimentação de tráfego em grandes aeroportos (denominadas hub and spoke), colocando jatos regionais de maior capacidade com assentos premium nos mercados tradicionalmente ocupados por jatos de 50 assentos. O E175 tornou-se destaque em sua categoria, com 80% das encomendas na América do Norte, desde 2013.

Segundo a Embraer, a família de E-Jets já registrou mais de 1.560 encomendas e mais de 1.100 entregas até o momento. Desde que entraram em serviço, em 2004, os E-Jets atingiram uma participação de mercado de cerca de 50% das encomendas e 60% das entregas do mercado global no segmento de 70 a 130 assentos. Na América do Norte, a Embraer tem uma participação de mercado superior a 50% entre as aeronaves no segmento, com mais de 400 E-Jets entregues.

Desempenho

No primeiro trimestre de 2015 a Embraer entregou 20 jatos para o mercado de aviação comercial e 12 para o de aviação executiva, totalizando 32 jatos. Em 31 de março de 2015, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) totalizou US$ 20,4 bilhões.

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