Roubo de cargas sobe em SP

Caminhões trafegando na Rio-Bahia

O roubo de cargas não recrudesce em São Paulo. Dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública do Estado divulgados nesta segunda-feira (25.05) mostram que as ocorrências apresentaram alta de 8,4% em abril em relação ao mesmo mês de 2014.

Em todo o Estado, foram registrados 761 casos ante a 702 no ano anterior. Apenas na capital, foram 463 ocorrências – a alta de 19,63% em relação as 387 registradas em 2014.

Os números preocupam as entidades que representam os transportadores. Várias entidades patronais, como a Associação Nacional do Transporte de Cargas de Logística (NTC & Logística), vêm lutando para reverter essa modalidade do crime, que causa prejuízos para toda a sociedade.

“Todos nós pagamos um preço muito alto quando um caminhão carregado é roubado”, afirma Manoel Souza Lima Jr., presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), estado que lidera as estatísticas no Brasil por ser o mais desenvolvido. “O custo do transporte aumenta muito quando esse crime não diminui, o que acaba impactando os preço de praticamente tudo.”

Depois de muita reivindicação dos empresários do transporte, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aprovou lei que fecha e cassa o registro do estabelecimento apanhado vendendo carga roubada. É um forma de inibir a receptação. Mas nem isso impediu quadrilhas organizadas de continuarem roubando carga.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que vem combatendo o crime. Um dos exemplos é a prisão de uma quadrilha no interior do Estado especializada no roubo de produtos eletrônicos, como celulares e tabletes. Apenas do depóstio da Samsung foram levados mais de R$ 20 milhões em produtos de alto valor de revenda.

Para agilizar as ocorrências, os transportadores cobram do governador um posto policial dentro do Setcesp, sindicato que fica às margens da Rodovia Presidente Dutra, onde se concentram várias transportadoras. Feito diretamente ao governador, o pedido ainda não foi atendido. “Seria uma forma de comunicar rapidamente todas as esferas policiais e diminuir o tempo de fuga dos ladrões”, disse o presidente do Setcesp.

 

 

 

 

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