Déficit da indústria de autopeças atinge US$ 2,41 bilhões até abril

foto mostra autopeças

A indústria brasileira de autopeças registrou de janeiro a abril deste ano um déficit comercial de US$ 2,41 bilhões, 30,37% inferior ao saldo negativo de US$ 3,46 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2014, segundo dados divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

A quantidade de peças importadas de 133 países embora tenha reduzido 21,2% (passou de US$ 6,22 bilhões em 2013 para US$ 4,91 bilhões), foi maior do que o volume exportado para 163 países que totalizou US$ 2,49 bilhões, 9,73% inferior ao primeiro quadrimestre de 2014, que atingiu US$ 2,76 bilhões.

No ranking das importações, os Estados Unidos lideram as vendas para o Brasil neste quadrimestre. Em seguida está a China, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Argentina.

Na lista das exportações a Argentina liderou os embarques, apesar da queda de 13,43% registrada de janeiro a abril. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, seguido pelo México, Alemanha, Países Baixos e Colômbia.

Diante da retração dos negócios no mercado brasileiro e no exterior, o faturamento líquido da indústria de autopeças caiu 14,7% no quadrimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas para as montadoras declinaram 22,6%. Já nos negócios fechados no mercado de reposição aumentaram 4% e as exportações 5,8%.

Para 2015, a estimativa do Sindipeças é que o faturamento nominal recue 11,5% sobre 2014, para R$ 67,9 bilhões. Já em 2016 deve crescer 4%, alcançando R$ 70,8 bilhões. Esse avanço será garantido, principalmente, pelos efeitos do Inovar-Auto, que estimula a produção local de autopeças, e também pelo câmbio, atualmente desfavorável à importação.

Os investimentos devem cair cerca de 40% neste ano, para US$ 830 milhões, e crescer 2,4% em 2016 para US$ 850 milhões. Em 2010, o investimento do setor totalizou US$ 2,15 bilhões.

 

 

 

 

 

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