Mercedes-Benz eleva capacidade do superarticulado

Além de ter desenvolvido o maior ônibus articulado do mundo, com um comprimento de 23 metros que colocou o Brasil como pioneiro no uso de um veículo desse porte, a Mercedes-Benz do Brasil decidiu agora elevar ainda mais a capacidade de transporte de passageiros desse carro. Sem aumentar o comprimento do veículo, a montadora fez alterações no layout interno de forma que o operador possa aproveitar ao máximo o produto, com um custo-benefício ainda maior da operação.

Segundo Edson Brandão, gerente de produto ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, com as mudanças internas o veículo ganhou capacidade para transportar cerca de 20 pessoas a mais, um ganho de 10% que eleva a capacidade do superarticulado para perto de 220 passageiros.

As alterações internas que possibilitaram a otimização  do veículo incluíram a mudança do sistema de articulação, que agora suporta maior carregamento (heavy duty). “Mudamos o sistema de captação do ar da admissão, o que possibilitou um novo layout da última bancada para colocar cinco assentos e reforçamos o quadro próximo da articulação para suportar esse maior carregamento”, explica Brandão. A articulação do O 500 MDA fabricada pela Hubner é um item de série que a Mercedes traz da Alemanha.

O salão de passageiros foi configurado com 48 assentos, sendo um assento para cadeirante, e espaço para 175 pessoas em pé. Houve ganho no tempo de embarque e desembarque porque a fluidez de passageiros tornou-se muito maior.

A nova versão do O 500 MDA é o destaque  da  montadora  em  seu  estande  na FetransRio 2016, no Rio de Janeiro. O veículo já havia sido apresentado em outubro deste ano no Salão Internacional de Veículos Comerciais (IAA), na Alemanha, e foi totalmente desenvolvido pela Mercedes-Benz do Brasil, que é o centro mundial de competência da Daimler para desenvolvimento e produção de chassis de ônibus.

O primeiro superarticulado para 220 passageiros já está circulando desde o mês de agosto no BRT Transoeste do Rio de Janeiro, que é operado pela Viação Normandy do Triângulo. Segundo Brandão, a decisão de modificar o veículo partiu da necessidade de clientes que operam linhas de BRT e que precisavam de carros maiores para suprir a demanda, porque não podiam colocar mais veículos em determinadas linhas.

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