Porto do Açu: o superporto se torna realidade

O Porto do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, retoma o ritmo de expansão. O empreendimento já recebeu mais de R$ 12 bilhões em investimentos, realizados pela companhia que  administra o complexo e pelas demais empresas que estão se instalando no local. A última novidade é que a Wilson Sons irá prestar serviços de rebocagem ao porto. O contrato assinado com a Prumo Logística tem vigência de dez anos e estabelece as condições técnicas, operacionais e comerciais para o serviço, que consiste na atracação e desatracação das embarcações. A Prumo é uma empresa brasileira e privada do setor de infraestrutura e logística que, em 2013, assumiu a operação e a administração do porto, que inicialmente era um projeto da LLX Logística do Grupo EBX do empresário Eike Batista.

Com a assinatura do contrato, a Wilson Sons utilizará um píer dedicado e poderá contar com uma base de rebocadores no Porto do Açu. Inicialmente a frota será composta por cinco embarcações, sendo que dois rebocadores terão tração de 80 tbp (toneladas de bollard pull) e guinchos com função render. Todos os rebocadores estão aptos a realizar manobras em operações de entrada e saída de navios do tipo Panamax, Aframax, Capezise, Suezmax, VLCC (Very Large Crude Carrier) e LNGC (gaseiro), em lastro e carregados. A previsão é que, anualmente, as empresas avaliem as características da frota, que pode ser alterada de acordo com a demanda.

O Porto do Açu conta com 90 quilômetros quadrados, divididos em dois terminais: o T1 (terminal offshore) e o T2 (terminal onshore), além de área para a instalação de unidades de empresas dos setores marítimo  e  industrial.  O  primeiro é dedicado à movimentação  de  minério de ferro e petróleo, com berços construídos em três quilômetros de cais. Aberto desde outubro de 2014, o terminal já recebeu mais de cem navios de minério de ferro para a Anglo American e movimentou mais de 13 milhões de toneladas do produto. A Prumo e a Anglo American possuem uma joint venture, chamada Ferroport, que é formada de 50% por cada companhia.

Leia  a matéria  completa  na revista Transporte Moderno nº479 no  Acervo Digital OTM

 

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