Brado projeta aumentar em 30% a movimentação de contêineres

A Brado Logística projeta movimentar neste ano 80 mil contêineres, o que representa dois milhões de toneladas de carga. Esta quantidade significa um crescimento de 30% sobre 2016. O que vai sustentar esse avanço é a mudança de estratégia da empresa em direcionar boa parte dos seus negócios para o mercado interno, além da diversificação das operações logísticas. “Em 2016 trabalhamos muito focado nas exportações e agora vamos concentrar mais na movimentação de cargas no país”, destacou Marcelo Saraiva, diretor comercial da Brado.

Em sua atividade interna a Brado vai movimentar mercadorias que parte de Rondonópolis (MT) até Sumaré, na região de Campinas (SP), onde a empresa inaugurou, no final do ano passado, um terminal com capacidade para quatro mil TEU em 100 mil m2 de pátio com dois armazéns de carga seca. “Só neste trajeto pretendemos movimentar de 15 a 21 contêineres, ligando o polo de produção ao centro de consumo”, disse o diretor.

No trajeto de Sumaré para Rondonópolis a Brado transporta defensivos agrícolas, farinha, fertilizantes e bens de consumo. Na operação inversa movimenta óleo e soja.

Nas operações de importações a Brado passou a trabalhar em parceria com os armadores e a utilizar a multimodalidade, trazendo da China e de outros países da Ásia, Europa, Rússia e Canadá fertilizantes, peças de máquinas, peças de bicicletas, acessórios e roupas. A empresa utiliza três canais para operações de importação pelo Porto de Paranaguá, até a cidade de Cambé no Paraná. Do porto de Santos até Sumaré (SP) e de Santos até Rondonópolis. “A importação ajuda mitigar os gastos do cliente, pois no mesmo contêiner que traz os fertilizantes são exportados os grãos”, comparou Saraiva.

Nas operações de exportações a Brado transporta também madeira para a índia, frigorificados para a China, Japão, Emirados Árabes e Europa, e café para a Itália.

Na diversificação das atividades a decisão foi trabalhar com outros setores industriais. “Antes as atividades se concentravam no transporte de frigoríficos e agora este produto representa 10% de toda a movimentação. O restante se divide em várias mercadorias, como glicerina, feijão, madeira, frigorificados, fubá, café, algodão, algodão em pluma, caroço do algodão, óleo de soja, açúcar, papel e celulose”, detalhou Saraiva.

A decisão de atuar em vários setores industriais, segundo Saraiva, foi a mais correta. “Com a diversificação e atuação em outro mercado conseguimos equilibrar os negócios e manter os resultados positivos mesmo com a redução de 1.000 contêineres após a operação Carne Fraca da Polícia Federal”, esclareceu o diretor da Brado.

Embora a movimentação de 80 mil contêineres este ano seja um bom resultado, a Brado planeja alcançar volumes maiores. “O nosso foco é chegar perto de 500 mil contêineres por ano e há espaço para crescer se observarmos que somente o Porto de Santos (SP) movimenta cinco milhões de TEU anualmente”, disse Saraiva.

Para suprir as necessidades das pequenas, médias e grandes empresas, a Brado traçou um projeto calcado em dois pilares: a qualidade e o compliance.

“Oferecemos a todos os níveis de clientes um atendimento personalizado e procuramos entender toda a sua cadeia de atuação”, explicou Saraiva.

Segundo o diretor, a Brado vem mantendo a sua posição no mercado porque oferece um serviço com qualidade. “Com esse viés conseguimos suprir as necessidades do cliente que opera com um ou 200 contêineres com o mesmo nível de atendimento”, destacou o diretor.

 

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