Brink’s inaugura novo armazém em aeroporto

A americana Brink’s, que tem grande atuação no mercado brasileiro, investiu R$ 3 milhões em um novo armazém dedicado à segurança de carga de alto valor. Localizado na cidade de Indaiatuba, próximo ao aeroporto de Viracopos em Campinas (SP), este centro de armazenagem tem 2.700 metros quadrados de área e 2.000 posições de paletes, oferecendo serviços de cross docking, pick and pack, consolidação e distribuição de cargas na exportação e importação. “Esta solução de armazenagem geral de alta segurança é algo inédito no Brasil”, afirma Roberto Martins, diretor da Brink´s Global Services no Brasil. “Neste local os produtos são separados e embalados para depois ser entregues ao cliente. ”

No mundo a Brink’s é líder de mercado com quase 100% de market share no   transporte de metais preciosos, moeda   estrangeira   e diamante. No Brasil, onde está presente desde a década de 70 atuando de forma diversificada, a empresa tem uma receita robusta com esses produtos, mas tem crescido nos últimos anos com o transporte de artigos da indústria de eletrônicos. “Em 2008 fomos procurados pelos clientes para fazer o embarque de produtos eletrônicos e despertou o interesse de investir neste setor”, conta Martins.

O foco da Brink’s Global Service, segundo Martins, é a venda de solução completa. “A empresa não faz somente o transporte, mas toda a logística, oferecendo serviços para vários elos da cadeia. Para isso, tem caminhões com diversos tipos de configurações: carretas, trucados, vans, blindados e tocos. ”

Hoje a Brink’s possui 850 veículos, dos quais 50 são caminhões Mercedes-Benz blindados dedicados ao transporte de cargas de alto valor. Tem ainda 400 veículos leves que dão apoio à operação e mais de 200 pessoas envolvidas neste negócio, atendendo mais de 400 clientes. Mensalmente a Brink’s realiza cerca de 800 embarques internacionais.

Martins ressalta que diante de um mercado exigente é preciso ter um leque de serviços. “O caminhão é somente uma ferramenta de transporte físico do produto. Para oferecer uma solução completa, é fundamental um trabalho dedicado, ter pessoas especializadas em comércio exterior, em logística de portos, aeroportos e terrestre e em tecnologia da informação (TI) para fazer a integração do sistema de segurança. ”

Neste tipo de transporte de cargas as características são diferentes, segundo Martins. “Hoje a movimentação de equipamentos eletrônicos é a mais sensível e por serem muito cobiçados as fabricantes querem que cheguem rápido”, enfatiza. Os metais preciosos e joias também precisam de cuidados extremos na logística. “Cada produto tem a sua complexidade, prazo de entrega e requerimentos legais. Os farmacêuticos, além da licença especial, exigem um controle de temperatura muito rígido”, esclarece o diretor da Brink’s.

Martins lembra que, ao longo de cinco anos, a Brink’s se transformou bastante, fez investimentos em modernos sistemas de comunicação e de controle de armazenagem para suprir mercados cada vez mais complexos. “Em 2016 a empresa manteve o ritmo de crescimento dos últimos anos, avançando dois dígitos, e este ano a previsão é de crescer entre 15% e 20%”, calcula o diretor.

Assim como as demais empresas, a Brink’s também sentiu a retração no volume de produtos fabricados por causa da crise. “Freamos junto com o mercado, mas não reduzimos a estrutura para poder suprir a retomada que estamos percebendo agora”, afirma Martins.

O diretor destaca que a Brink’s se estruturou antes da crise e comprou vários caminhões em 2014 e 2015. “Entramos na crise com capacidade de atendimento bastante estruturada. Passamos a fase difícil pronta e agora estamos colocando essa estrutura para rodar cada vez mais. ”

Com a melhora na reação do país, segundo Martins, a Brink’s está trabalhando à plena capacidade. “Isso tem levado a empresa a discutir nos próximos dias sobre investimentos em novos caminhões e na contratação de pessoal”, diz o diretor.

Hoje a Brinks emprega mais de 9.000 funcionários no Brasil em 69 filiais. Com serviços diversificados atende vários segmentos, como instituições financeiras, varejo, mineradoras, indústria farmacêutica, eletroeletrônicas e comércio de um modo geral.

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