Rumo investirá R$ 4,7 bilhões na malha paulista

Entre as empresas que administram as ferrovias no Brasil, a Rumo Logística, que pertence ao grupo Cosan, está com as negociações avançadas e aguarda o retorno da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o pedido de prorrogação da concessão da malha paulista.

A malha paulista e a malha norte (também administrada pela Rumo) formam o principal corredor de exportação do agronegócio brasileiro, ligando Rondonópolis (MT) a Santos (SP).

Com a renovação aprovada, o fim da concessão estenderá de 2028 para 2058. Nesses 30 anos a Rumo tem programado o investimento de R$ 4,7 bilhões e ao longo dos quase 2.000 quilômetros de extensão da sua malha serão realizadas duplicações de trechos, ampliação de pátios, modernização de via e obras para mitigar os conflitos urbanos entre a ferrovia e os municípios atravessados pela ferrovia. A ideia, segundo a empresa, é aumentar não apenas a capacidade de transporte da via, mas também a segurança nas operações.

Com os investimentos, a Rumo pretende até 2023 expandir a capacidade de transporte da malha paulista dos atuais 30 milhões de toneladas para 75 milhões de toneladas por ano (um aumento de 150%). Na avaliação da empresa, isso representa maior volume de exportação, menores tarifas de transporte, menos caminhões nas estradas e ganhos expressivos para o meio ambiente.

“A renovação da concessão da malha paulista irá contribuir para o aumento da competitividade do produto brasileiro no exterior, em decorrência do aumento da oferta. Assim, o agronegócio brasileiro será beneficiado diretamente pelos investimentos feitos pela Rumo”, destaca a empresa em comunicado. No plano da Rumo está previsto a aquisição de 61 locomotivas e 650 vagões. Entre material rodante comprado (em aquisição ou previsto) são 170 novas locomotivas e 2.307 novos vagões. Desde 2015 a empresa já adquiriu 109 locomotivas e quase 1.600 vagões.

A Rumo transportou no primeiro trimestre deste ano 10 bilhões de toneladas, volume semelhante ao mesmo período do ano anterior. A empresa explica que a base de comparação de 2016 foi bastante forte para o período devido à demanda para o transporte de milho em janeiro daquele ano em razão da boa safra de 2015. Além disso, houve concentração de embarques de soja nos meses de fevereiro e março de 2016, fazendo com que a companhia operasse no limite de sua capacidade. Em 2017, entretanto, não houve demanda para o transporte de milho devido à quebra da segunda safra de 2016, tendo o escoamento da soja se iniciado apenas em fevereiro.

Do total transportado no primeiro trimestre deste ano 8,22 bilhões de toneladas foram de produtos agrícolas, que tiveram uma redução de 1,4% na comparação com os três primeiros meses de 2016 (8,34 bilhões de toneladas). Entre esses produtos o volume de soja aumentou 27,8%, de 4,69 bilhões para 6,22 bilhões de toneladas e o de farelo de soja teve alta de 20,8%, de 1,09 para 1,32 bilhão de toneladas no período.

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