Voos mais altos

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a quantidade de carga aérea transportada no mercado doméstico em 2016 apresentou redução de 5,4% em relação a 2015, atingindo 325 mil toneladas. No ano anterior, o volume movimentado havia caído 6,8% em comparação a 2014, para 382,5 mil toneladas. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) informa que a América Latina é a única região com retração de carga transportada no mundo, com um decréscimo de 4,6% de em 2016 em comparação a 2015. No mercado global, o setor apresentou uma expansão de 5,4%. O fraco desempenho da economia brasileira impacta negativamente os resultados do continente.

A Anac também informa que, em relação ao volume de carga e correio em arcado no mercado doméstico, houve estabilidade entre o começo de 2011 e o fim de 2014, com as empresas aéreas carregando cerca de 45 mil toneladas por mês. A partir de então, iniciou-se a retração no mercado, sendo que em março de 2017 foram transportadas 35.492 toneladas, o que representou um aumento de 1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior (após 26 meses de queda). Nos três primeiros meses do ano houve uma queda acumulada de 1,8%.

No mercado internacional, o volume de carga se manteve praticamente estável, com oscilações mais significativas no início de 2012 e em meados de 2013, variando em torno de 15 mil toneladas ao mês. Em março de 2017, foram carregadas 18.207 toneladas, o que representou um aumento de 22,6%. O indicador está em alta há seis meses, com crescimento acumulado de 11,4% nos três primeiros meses de 2017.

No resultado acumulado do ano de 2016, a Latam liderou o mercado de carga doméstica, com 112,4 mil toneladas pagas transportadas (redução de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior). A Gol foi a segunda maior transportadora, com 90,6 mil toneladas (valor 0,2% menor que o de janeiro a dezembro de 2015). Em termos de participação de mercado, a Latam foi responsável por 34,6% da carga transportada no acumulado do ano, seguida por Gol e Avianca, com 27,9% e 15,1%, respectivamente, de acordo com dados divulgados pela Anac.

Leia  mais  na revista no  Anuário do Transporte de Carga no  Acervo Digital OTM

Veja também

Por