Mercedes-Benz: Double Deckers de 15 m para linhas rodoviárias

O chassi de ônibus rodoviário O 500 RSDD 8×2 da Mercedes-Benz para carrocerias de 15 metros de comprimento começa a ganhar aprovação de importantes empresas de transporte de passageiros. Uma delas, a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, adquiriu 12 unidades, que estão sendo implementadas com carroçaria Double Decker. A Viação Garcia, do Paraná, encomendou outras 12 unidades, com carroceira Marcopolo. Dessa forma, pode oferecer serviços diferenciados que atraiam mais clientes e resultem em fidelização a viagens com mais conforto e segurança.

“Nosso O 500 RSDD 8×2 na aplicação Double Decker já conquistou aprovação da Águia Branca, que passou a contar agora com 20 unidades desse modelo na frota, sendo 8 de 14 metros e 12 de 15 metros”, diz Walter Barbosa, diretor de Vendas e Marketing de Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “A empresa escolheu o nosso RSDD para uma oferta diversificada de conforto aos seus passageiros. São duas categorias de serviço num mesmo ônibus double decker: seis poltronas leito-cama com reclinação de 180 graus na parte inferior do veículo e 44 poltronas semileito no piso superior. ”

Com quatro eixos o modelo complementa a linha de ônibus rodoviários da Mercedes-Benz e destina-se a configurações Double Decker (ônibus de dois pisos com assentos para passageiros) e High Decker (piso superior com os assentos e piso inferior somente para bagagens), ideais para linhas regulares de médias e longas distâncias, bem como para turismo de luxo.

Atualmente os veículos 8×2 de 14 metros respondem por 3% das vendas de ônibus rodoviários. A expectativa da Mercedes-Benz é que os de 15 metros alcancem 15% das vendas no segmento. A configuração 6×2 é a mais comercializada, com 50% das vendas. Com o 8×2 Double Decker de 15 metros, que pode transportar 72 passageiros, ganha-se mais capacidade em comparação ao ônibus High Decker 6×2 que leva 48 passageiros.

“A configuração de quatro eixos garante mais estabilidade e melhor desempenho do ônibus durante as viagens, com uma operação segura e econômica, além da suspensão inteligente e confiável”, afirma Renan Chieppe, diretor geral da Divisão Passagens da Grupo Águia Branca. “Além disso, os veículos O 500 também se destacam por oferecer mais conforto aos nossos passageiros e por agradar aos motoristas ela sua tecnologia superior, especialmente o câmbio totalmente automatizado, sem pedal de embreagem, o que amplia muito o conforto de dirigibilidade, além de reduzir o consumo de combustível e a emissão de poluentes. ”

Com sede na cidade capixaba de Cariacica, a Viação Águia Branca transporta aproximadamente 11 milhões de passageiros ao ano, para cerca de 700 localidades. São mais de 330 linhas interestaduais e intermunicipais das regiões Sudeste e Nordeste. Os ônibus O 500 RSDD Double Decker interligam, por exemplo, cidades como Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Seguro e Vitória da Conquista. A empresa planeja adquirir mais 100 ônibus enquanto espera autorização da ANTT para a transferência e operação de uma nova linha rodoviária.

Walter Barbosa

A frota da Viação Águia Branca é composta por 800 ônibus na alta temporada, 100% da marca Mercedes-Benz, dos quais mais de 600 são ônibus rodoviários RSD 6×2.

A Mercedes-Benz, líder nas vendas de ônibus no Brasil, projeta um crescimento na comercialização de chassis rodoviários em 2017: espera vender entre 1.200 e 1.400 unidades. “Somente no primeiro trimestre deste ano já registramos vendas de 450 chassis da linha rodoviária”, informa Walter Barbosa. “Nossa expectativa é alcançar cerca de 50% de participação do mercado total de ônibus rodoviários neste ano. ”

De acordo com o executivo, entre os fatores que deverão impulsionar o crescimento nas vendas de ônibus rodoviários destaca-se a nova legislação que autoriza a utilização de carrocerias com até 15 metros de comprimento. “Isso significa aumentar a capacidade de transporte de passageiros e mais espaço para bagagens e encomendas, o que otimiza o custo da operação para as empresas de transporte e assegura mais rentabilidade. ”

Leia  mais  na revista na revista Technibus nº129  no Acervo Digital OTM

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