Tecnologia a serviço da logística

Deter informação é muito importante para o sucesso da gestão de qualquer atividade. No setor de logística, é fundamental. E a tecnologia tem sido uma poderosa ferramenta para o monitoramento dos serviços de movimentação de cargas, permitindo o conhecimento de cada etapa do fluxo de materiais e a realização de resultados de produtividade para as empresas.

Dada a essencialidade cada vez maior da tecnologia na evolução das operações logísticas, executivos de diversas companhias embarcadoras e operadoras se reuniram, em uma manhã no Hotel Transamérica, em São Paulo, para o evento Gestão Logística na Era das Tecnologias Móveis, iniciativa da parceria entre a Associação Brasileira de Logística (Abralog) e a Autotrac Comércio e Telecomunicações.

Com 24 anos de experiência no segmento de tecnologias aplicadas ao monitoramento e rastreamento de frota, a Autotrac, com sede em Brasília (DF), acompanhou a evolução do setor brasileiro de logística modernizando o conjunto de softwares e equipamentos que oferece ao mercado. “Quando a Autotrac foi lançada, no início dos anos 1990, cerca de 90% das transportadoras de cargas não tinham nem computador”, contou o fundador da empresa, Nelson Piquet.

Tricampeão mundial de Fórmula 1, Piquet resolveu tornar-se empresário do ramo em um momento em que os investimentos em logística estavam começando a se intensificar no país. “A grande preocupação na época era com a segurança no transporte de cargas”, disse o eterno piloto de automobilismo, que hoje divide participação societária no empreendimento com outros acionistas, como a americana Omnitracs LLC, considerada uma das líderes em tecnologias digitais aplicadas às comunicações.

Atualmente, atendendo a mais de 40 mil clientes com 250 mil equipamentos comercializados, a Autotrac disponibiliza produtos e serviços que não só garantem segurança, como também operações mais produtivas na movimentação de cargas tanto para empresas quanto para caminhoneiros autônomos. “Por meio da aplicação de tecnologia avançada, conseguimos mostrar se aquilo que o cliente planejou está no caminho certo”, afirmou o diretor de marketing, Márcio Toscano.

TEMPO REAL

Um case apresentado por Toscano ilustrou as vantagens obtidas por um cliente da Autotrac ao ter acesso ao fluxo integrado de informações das atividades. A partir de uma sala de operações, a empresa produtora de alimentos tem capacidade de acompanhar em tempo real, analisar as operações e fazer ajustes, se for preciso, para sincronizar e cumprir os horários de 19 mil viagens mensais, com movimentação de 460 mil toneladas, envolvendo o abastecimento de 52 fábricas, 41 centros de distribuição e oito portos.

“Com o monitoramento, os ganhos em gestão são enormes, como controle efetivo do ciclo logístico, garantia da qualidade das cargas, cumprimento de regras estabelecidas, produtividade da frota e melhor relação com o transportador e as demais áreas da empresa”, informou Toscano. O controle logístico engloba, por exemplo, a temperatura das cargas e estima o tempo de viagem, com notificação sobre atraso ou adiantamento do prazo para conclusão do itinerário, inclusive a execução conjunta com outros softwares – TMS, WMS, ERP, citando alguns.

O diretor de marketing ainda enfatizou que o acesso aos dados de logística está cada vez mais rápido com a adoção de aparelhos de comunicação móvel. Além de rastreamento via satélite utilizado em rotas de longas distâncias, a Autotrac desenvolveu um serviço para celular em áreas urbanas, com os mesmos objetivos de gerenciar tempo, reduzir custos de operação e manutenção e prevenção de acidentes.

Usuária dos serviços da Autotrac, a Femsa Logística, que faz parte do Grupo Femsa, do México, atribui diversas vantagens competitivas que possui à tecnologia aplicada ao acompanhamento de frota da companhia, que faz mais de 5 milhões de entregas ao ano. Capacidade para atender rapidamente o mercado, possibilidade de desenvolver interfaces com os clientes, além de aprimorar o sistema de gerenciamento de riscos, são alguns benefícios listados pelo diretor executivo, José Manuel Juárez.

A tecnologia teve peso importante até para a Femsa Logística ingressar no setor brasileiro, no qual vem apostando com investimentos. Devido à complexidade e às diversas variáveis que existem nas operações de movimentação de cargas, a companhia, segundo Juárez, optou por adquirir empresas sólidas no mercado nacional, como a Expresso Jundiaí e Atlas Transportes e Logística, inclusive pelas operadoras já utilizarem os equipamentos e serviços da Autotrac.

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