EDG Niobium e-Bike: transporte de baixo custo e totalmente conectado

Fundada pelo piloto de automobilismo Lucas di Grassi (campeão mundial de Fórmula E na temporada 2016-2017), a EDG é uma empresa nacional e pretende exportar tecnologia para todo o mundo. O quadro da Niobium e-Bike é feito em nióbio, material usado na indústria de alta tecnologia, muito leve e resistente, e ao mesmo tempo, flexível a ponto de permitir dispensar a existência de um sistema de suspensão, sem prejuízo para o conforto do usuário. As baterias de íons de lítio ficam alojadas no interior do quadro. Por meio de uma porta USB-C, a recarga pode ser feita à razão de 25 quilômetros para cada uma hora de carga, mas a EDG já possui tecnologia para fazer uma recarga de seis minutos para 100 quilômetros ‒ a autonomia total do sistema. A bicicleta possui ainda um sistema de recuperação de energia das frenagens: ela é transformada em eletricidade e retorna à bateria, exatamente como acontece atualmente nos carros de Fórmula 1 e de Fórmula E. O sistema de baterias da bicicleta também pode ser utilizado para recarga do celular. “O uso da bicicleta pode ser integrado aos sistemas de bilhetagem. Com isso, o usuário pode escolher entre usar ônibus, metrô ou bicicleta”, afirma Di Grassi.

Lucas di Grassi apresenta a EDG e-Bike Niobium

A intenção da EDG é iniciar a comercialização da Niobium e-Bike por meio de leasing a empresas. “Elas podem oferecer aos funcionários um vale-transporte ou, pelo mesmo custo, a bicicleta elétrica”, diz o piloto. Em novembro, o valor previsto para um mês de uso da EDG Niobium e-Bike era de R$ 190 por mês.

A entrega das primeiras unidades está prevista para março de 2018, ano em que a EDG prevê colocar até duas mil unidades no mercado. Inicialmente, a empresa não pretende vender a Niobium e-Bike a consumidores finais, embora não descarte essa possibilidade no futuro. Um dos obstáculos, segundo Di Grassi, é o regime tributário para bicicletas elétricas. Sobre elas, incide uma alíquota de 35% de IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) – a mesma alíquota de um carro importado, mesmo para as fabricadas no Brasil. “Uma bicicleta normal paga 10% de IPI, e um carro elétrico é isento”, afirma. Mesmo assim, a EDG pretende fazer a Niobium e-Bike ter um preço final acessível. “Queremos que ela custe o mesmo que uma bicicleta convencional. Não se trata de um produto para competir com bicicletas de alta performance”, destaca Di Grassi.

EDG Niobium e-Bike
Informações Técnicas:

Peso: 15 kg
Potência do motor: 700 W
Torque máximo: 47 N.m
Velocidade máxima: 50 km/h (limitada em vias públicas a 25 km/h)
Autonomia: 100 km
Bateria: em íons de lítio com células 21700 de tecnologia automotiva e carregamento por USB-C
Quadro: feito em liga de aço-nióbio com desenho estrutura de suspensão, por computador
Conectividade: smartphone via Bluetooth para iOS e Android
Software e controles: sistemas KERS e ABS de freio traseiro, três modos de controle de assistência elétrica, GPS integrado, Rede Mesh de dados do usuário, computador de bordo interno
Comprimento: 1,78 m
Largura: 0,62 m
Altura: 0,97 m
Altura do assento: ajustável
Distância entre eixos: 1,07 m
Mais informações: http://edg.bike

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