DHL Express investe R$ 23 milhões no terminal de Guarulhos

A companhia promoveu uma reformulação total no gateway de importação e exportação localizado no aeroporto internacional da capital paulista

A divisão de cargas expressas da DHL fez aportes de R$ 23 milhões para modernizar e aumentar a efi ciência do seu gateway no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Com a nova configuração, o terminal, que processa as exportações
brasileiras para cerca de 220 destinos no exterior e as importações provenientes do nordeste da Ásia, da Europa e de parte dos
Estados Unidos, atingiu a capacidade de processar 1,8 mil remessas por hora, o que representa quase o dobro do que ocorria anteriormente.
Além disso, o gateway reduziu em 30 minutos o processo de preparo das
remessas para o exterior.
As obras foram realizadas ao longo do ano passado e o terminal começou a funcionar totalmente renovado em janeiro de 2019.

Os investimentos foram feitos devido ao aumento de demanda. Em 2018, segundo a CEO da DHL Express Brasil, Mirele Griesius Mautschke, houve um crescimento de mais de 70% no volume de cargas.
“Apesar das dificuldades, 2018 foi um ano muito bom. O novo gateway amplia nossa capacidade, eficiência e qualidade no processamento
de importações e exportações.
É também mais uma garantia de agilidade para nossos clientes em suas operações internacionais, impulsionadas tanto pelo crescimento do e-commerce quanto pela gradativa recuperação da economia brasileira”,
declara.
O comércio eletrônico representa cerca de 30% das cargas que passam pelo gateway.
Outro fator que tem impulsionado

os resultados da empresa é o segmento de produtos biológicos e farmacêuticos. “Agora, temos uma área dedicada às remessas
refrigeradas que exigem trocas de gel antes do embarque, para garantir que o produto chegue ao seu destino na temperatura correta“, afirma Mautschke. “Ampliamos nossa atuação nesse nicho, principalmente
no que se refere às pesquisas clínicas. Para isso, adequamos nossas instalações e conseguimos as licenças necessárias.”
Os principais mercados nos segmentos biológico e farmacêutico estão no Brasil, Colômbia, Chile, México e Panamá. A DHL Express transporta mercadorias de diferentes segmentos, como eletrônico, químico,
automotivo, têxtil e moda. “Os setores são bem diversificados. E o Brasil tem muito potencial para crescer no e-commerce, principalmente na exportação. Estamos preparados para esse incremento”, diz a
CEO da DHL. Para ela, ainda existem algumas barreiras para que o setor tenha uma expansão mais significativa. “Existe uma regulamentação excessiva no Brasil, o que cria barreiras para as empresas. A infraestrutura
deficiente e os custos de operação também prejudicam bastante.”
Segundo a executiva, as reformas deram grande atenção às questões de desembaraço aduaneiro e demais normas regulatórias.
O espaço conta com salas para inspeção de remessas selecionadas pela Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que são
equipadas com ar-condicionado, mobiliário adequado e câmeras de segurança. Todas as encomendas retidas pela fiscalização são armazenadas no próprio gateway, para melhorar a logística de armazenamento e o fluxo de liberação.
No caso da importação, as remessas são recebidas a partir de oito voos comerciais provenientes de Miami, Madri, Frankfurt, Santiago, Amsterdã, Barcelona, Buenos Aires e Lima. Já as exportações são expedidas
por meio de 14 voos comerciais, que se conectam às malhas aéreas internacionais da DHL em todo o mundo. Com uma equipe de
mais de 140 pessoas, o gateway opera 24 horas, de segunda a sábado, processando durante o dia as remessas de importação que chegam à noite e as de exportação no turno oposto, com chegada durante o dia e processamento na madrugada.
O tempo médio de liberação das remessas na importação é inferior a 24 horas. “Dentro de nosso processo, as esteiras motorizadas têm papel importante. São mais de 350 metros quadrados de esteiras modernas e
interligadas, que permitem que as remessas selecionadas pelos órgãos aduaneiros sejam disponibilizadas para inspeção física de forma segregada e com maior agilidade.
Com isso, reduzimos o tempo de liberação de remessas na exportação, por exemplo”, conta Mirele Mautschke.
As instalações são monitoradas em tempo integral, com rígido controle de acesso, atendendo aos requisitos de certificação Tapa e OEA, e as áreas para cargas refrigeradas e perigosas estão de acordo com as normas da International Air Transport Association (Iata). Para facilitar o processo
de carregamento e descarregamento, foram instalados o sistema de caster deck, com chão com rodas deslizáveis, e o equipamento fast global, que ajudam no manejo de contêineres e na sua movimentação, tornando os processos mais ágeis. A DHL é a única empresa a ter um terminal de courier
exclusivo no aeroporto de Guarulhos. COMÉRCIO VIRTUAL De acordo com Mike Parra, CEO da DHL Express Américas, o Brasil ainda irá crescer
muito no e-commerce. “A tecnologia tem mudado a realidade das pessoas, que passaram a comprar mais pela internet. Este fenômeno, que começa a se desenvolver no Brasil, amplia a entrada de produtos de diversos países, estimulando este tipo de comércio. Em razão disso, esperamos um
crescimento impressionante para o país nos próximos cinco anos”, comenta. Para Parra, o país está apenas dando os primeiros
passos neste segmento. “O Brasil está começando a crescer nessa modalidade, diferentemente de outros mercados como Rússia, Índia e China, por exemplo, que estão maduros. Por isso, o potencial aqui
é enorme.”
A empresa acredita, ainda, no aumento da exportação por pequenas e médias empresas brasileiras, que pretendem expandir sua presença em outros países.
”Atualmente, as companhias de pequeno e médio portes representam 80% dos clientes na América Latina. A tendência é que as empresas comecem a investir mais na venda de seus produtos no exterior. Tradicionalmente,
temos ainda mais importações, mas isso deve mudar em breve”, espera Parra.
O novo gateway de Guarulhos se soma a uma série de ações e estratégias da DHL Express para remessas relacionadas ao e-commerce. Em 2018, foi lançado o novo centro operacional DHL em São Paulo, na Vila Leopoldina, com área dedicada a operações especiais que demandam customização,
como é o caso do comércio eletrônico. A estrutura conta com 70 posições
de carregamento, que possibilitam abastecer 70 caminhões simultaneamente, e foi desenvolvida seguindo o conceito de
sustentabilidade. Segundo Mirele Mautschke, o hub tem estrutura para suportar o crescimento que se espera do Brasil nos próximos dez anos.
A empresa dispõe de uma equipe totalmente dedicada ao comércio eletrônico com 60 colaboradores, de 30 veículos e de duas plataformas de TI destinadas à gestão completa de embarques por parte das empresas
e pagamento on-line antecipado de impostos. Oferece, ainda, o sistema ODD (on demand delivery), que permite ao cliente final personalizar sua entrega, podendo trocar o local mesmo depois de fechada a compra, por exemplo. Mais de 100 países já utilizam esta ferramenta. “O cliente fi nal
pode escolher como e onde quer receber a encomenda, tendo a possibilidade de alterar, inclusive, a forma como quer receber”,
diz Mautschke.

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