Embraer e Eve avaliam tecnologias de voo autônomo em operação no Rio de Janeiro

Durante sete dias, as empresas exploraram cenários convencionais e extremos para as fases de decolagem, subida, voo de cruzeiro, aproximação e pouso.

A Embraer concluiu uma série de voos experimentais para avaliação de novas tecnologias de sistemas autônomos em condições reais de voo. Os ensaios realizados no Rio de Janeiro têm o objetivo de viabilizar operações autônomas seguras em ambientes urbanos complexos. A coleta de dados e avaliação em tempo real dessas tecnologias em área urbana utilizou um helicóptero pilotado como parte do Projeto de Sistemas Autônomos da Embraer (Project EASy), que adota processos ágeis de testes para o desenvolvimento de soluções que possam impulsionar a aviação autônoma do futuro.

A companhia informa que trabalhou com a Eve UAM, empresa da Embraer dedicada a acelerar o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana (UAM), e em colaboração direta com os parceiros Daedalean, Iris Automation e Near Earth Autonomy durante sete dias. Neste período, as empresas exploraram cenários convencionais e extremos para as fases de decolagem, subida, voo de cruzeiro, aproximação e pouso.

Os helicópteros da Helisul Aviação, empresa que colabora com a Eve no desenvolvimento de UAM no Brasil, foram conduzidos por pilotos profissionais durante todo o percurso enquanto os sistemas capturavam dados e desempenhavam cálculos instantaneamente. “Este projeto nos permitiu avaliar tecnologias em tempo real e também coletar informações que posteriormente serão usadas em simulações”, disse Julio Bolzani, head de sistemas autônomos da Embraer.

“Importante notar que não estamos nos movendo diretamente para uma operação completamente autônoma. Assim que a Eve iniciar seus voos, pilotos estarão a bordo e se beneficiarão da aplicação dessas tecnologias através de uma operação segura e simplificada do veículo até que a certificação completa de um sistema de voo autônomo para mobilidade aérea urbana seja alcançada.”

Este processo experimental está conectado com o Conceito de Operações (Conops) coordenado pela Eve desde 2021 no Rio de Janeiro, em cooperação estratégica com parceiros e entidades governamentais para converter o conhecimento adquirido em dados de trabalho e estrutura de análise que possam orientar todos os aspectos operacionais do futuro da mobilidade aérea urbana. “Toda informação e dados levantados neste projeto, bem como as soluções técnicas em desenvolvimento, vão apontar os caminhos para o voo completamente autônomo dos eVTOLs no futuro”, disse Andre Stein, co-CEO da Eve.

“Estamos empolgados com todos os aspectos operacionais exercitados e dados adquiridos neste projeto, que está diretamente conectado ao nosso Conops. Estes são passos sólidos e seguros para introduzir operações autônomas no futuro, e acelerar a acessibilidade e o crescimento do mercado de UAM”, completou.

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