Pesquisa mostra avanço no consórcio de caminhões nos últimos 12 meses

As categorias mais retiradas, por ocasião da contemplação, são: caminhões leves, com 23%; médios, com 24,7%; pesados, com 37,6%; e extrapesados, com 14,7%

Baseada em dados fornecidos pelas administradoras de consórcios que atuam no setor de veículos pesados, a assessoria econômica da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) realizou um levantamento para avaliar o desempenho dos consórcios nesse mercado, no último ano. O levantamento teve como foco os caminhões de todos os segmentos, dos leves aos pesados.

A análise revelou que, de março do ano passado até março deste ano, as adesões aos consórcios apresentaram crescimento. Enquanto, naquele mês de 2021 somavam 7,92 mil novas cotas, no mesmo período de 2022 chegaram a 15,36 mil, registrando avanço de 94%. A média mensal, nos últimos doze meses, foi de 11,47 mil cotas, para um total de 137,64 mil adesões.

Os picos de vendas ocorreram em maio e setembro do ano passado, quando atingiram 15,52 mil e 15,07 mil cotas, respectivamente. Já em março deste ano, alcançaram 15,36 mil.

Ao aderirem ao mecanismo, empresas de transportes e autônomos, de acordo com suas áreas de atuação, optaram por créditos variando de R$ 120 mil a R$ 990 mil, ficando a média próxima aos R$ 390 mil.

A taxa média de administração praticada foi de 0,15% ao mês para um prazo médio de 92 meses de duração do grupo. Os reajustes periódicos sobre os créditos e consequentemente nas parcelas, previstos nos contratos, foram de 80% acompanhando a tabela do fabricante e de 20% pelo IPCA.

Entre as categorias mais retiradas, por ocasião da contemplação, estiveram os caminhões leves, com 23%; os médios, com 24,7%; os pesados, com 37,6%; e os extrapesados, com 14,7%.

O levantamento da Abac apontou ainda que o maior volume de consorciados contemplados optou pela renovação da frota, com 65%, enquanto para ampliação foram 35%. Ainda segundo a pesquisa, em março, a maioria, 72%, decidiu pelos caminhões seminovos e 28% pelos novos.

Segundo Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac, “os resultados do levantamento apontam a potencialidade do mercado, visto que muitos veículos, negociados no ano passado, ainda serão entregues este ano. Com todos os desafios, temos a convicção de que o consórcio é a melhor alternativa, em razão dos custos mais baixos, e que as futuras decisões de troca ou de compra estarão apoiadas no planejamento dos consumidores.”

Em março deste ano, o balanço dos consórcios de veículos pesados chegou a 487,59 mil participantes, dos quais dois terços (325,06 mil) têm como objetivo a aquisição de caminhões. O outro terço de consorciados visa a compra de máquinas e implementos agrícolas.

Ao considerar a capacidade dos veículos e sua movimentação, observou-se que 56% se destinam a entregas no varejo; 15% ao agronegócio; 2,5% à carga líquida, como combustíveis, gás, sucos; 2,5% à carga seca como madeira, eletroeletrônicos, construção; e 24% a outros tipos.

As expectativas para 2022 seguem apoiadas especialmente no agronegócio, com as safras em alta, apesar das dificuldades enfrentadas com secas e chuvas desproporcionais entre as regiões do país; com as oscilações do dólar, quando da aquisição de insumos; e com as exportações, em razão da influência da globalização da guerra no leste europeu. “Isto sem falar da inflação crescente; taxa de juros ascendente, pequena reação nos empregos mesmo com renda menor, além de despesas com energia e combustíveis”, complementa Rossi.

A Abac destaca também que há consorciados com objetivo de adquirir somente implementos rodoviários para vários tipos de cargas.

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