UPS: a importância do mercado da saúde

A UPS está investindo em serviços e na consolidação de sua rede no país ao longo dos anos, com objetivo de fornecer soluções logísticas para empresas brasileiras e fortalecer sua posição como operador logístico com um portfólio completo de serviços e soluções, aumentando sua cobertura territorial e melhorando seu tempo de trânsito. “O Brasil, de longe, é o maior mercado da América Latina, representando 30% dos negócios no segmento de healthcare. Brasil e México juntos correspondem a 54% desse mercado”, informa Ingrid Ritter, gerente de estratégia da UPS na América Latina. Colômbia, Argentina e Chile são outros mercados importantes do continente no segmento.

Segundo Ritter, a logística para o setor de saúde é complexa, demandando armazéns e meios de transporte climatizados e especialmente desenvolvidos para esse tipo de produto. “Outro ponto importante é a legislação, pois cada país tem a sua própria regulação. Precisamos entender as peculiaridades de cada país e conhecer profundamente as regras existentes. O mercado latino-americano de saúde é o segundo do mundo em crescimento, com média estimada de 8% ao ano, até 2020, o que é muito significativo. É um segmento que requer processos precisos e qualidade padrão, o que para nós não é obstáculo, já que somos especialmente rigorosos nesse aspecto e temos larga experiência na área”, comenta.

A Europa e os Estados Unidos são considerados mercados “maduros” no segmento de saúde. Nos últimos dois anos, a companhia tem focado os mercados emergentes, em especial a América Latina. “A UPS se consolida como provedor logístico, trazendo soluções regionais para esse setor. Disponibilizamos serviços integrados, equipes e centros de distribuição totalmente dedicados ao mercado de saúde. Ajudamos as empresas locais nos processos de importação e exportação de produtos. Uma das ações que realizamos é re-etiquetar medicamentos importados (substituir as etiquetas em outras línguas por rótulos em português, por exemplo), que precisam disponibilizar as informações no idioma local”, explica Ritter.

CENTROS LOGÍSTICOS

No Brasil, o atendimento a clientes de healthcare se iniciou com a implementação do centro de armazenamento e distribuição de Goiânia, em julho 2011. A unidade realiza mais de 50 mil operações por mês, movimentando 1,5 mil paletes, em média. O centro logístico fica a cerca de 27 quilômetros do aeroporto de Goiânia e a 267 quilômetros do aeroporto de Brasília. O sucesso da iniciativa fez com que a UPS avaliasse a opção de ampliar o investimento e poder atender mais clientes. São Paulo foi o local escolhido para esse investimento por ser o estado que mais demanda esse tipo de serviço.

A abertura da nova instalação de Cajamar, em São Paulo, em 2014, dedicado ao segmento da saúde e high tech, é parte da estratégia da UPS de expandir os serviços para atender o setor. O centro logístico fornece serviços para entrega e armazenamento de produtos. A cidade de Cajamar está localizada perto do centro da capital paulista, com proximidade com o aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas, e das principais rodovias do estado. A construção conta com pouco mais de 15 mil metros quadrados para a armazenagem, manuseio e logística de produtos de alto valor agregado, incluindo eletrônicos e produtos farmacêuticos e hospitalares.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) certificou a UPS e suas instalações em Cajamar, atendendo os níveis de temperatura e umidade controlados. O local é equipado com câmaras frigoríficas para armazenar produtos como vacinas, a temperaturas entre dois e oito graus Celsius, e um freezer a 20 graus Celsius negativos para o armazenamento de pacotes de gel (gelpacks), utilizados na expedição de itens da câmara fria. “É fundamental manter a temperatura e os níveis de umidade apropriados para medicamentos e vacinas”, diz Ritter. A UPS transporta e armazena medicamentos, dispositivos médicos, produtos biofarmacêuticos e de laboratórios diagnósticos.

Cajamar segue a tendência mundial de instalações compartilhadas ou “multiclientes”. “A indústria farmacêutica pode atuar de três formas: o fabricante constrói suas próprias instalações, ou firma parceria com um operador logístico como a UPS, ou divide os espaços com outras empresas. A UPS tem atuado como parceiro logístico, oferecendo instalações exclusivas ou compartilhadas para seus clientes. Acreditamos que o compartilhamento é uma forte tendência no setor, por representar menos custos e demandar menos recursos”, explica Ritter. “A UPS busca sempre inovar e promover as melhores práticas logísticas.”

Em termos de tecnologia, a UPS procura integrar todos os provedores logísticos em um único sistema, na plataforma global da companhia. “Utilizamos chips para facilitar o inventário dos produtos. A integração de todos os serviços em uma única plataforma reduz os custos da operação, trazendo mais produtividade e eficiência”, diz Ritter. A UPS tem testado novas tecnologias na área de healthcare, incluindo os drones. Em 2016, a empresa encenou uma entrega fictícia urgente de medicamento de Beverly, em Massachusetts (EUA), para uma ilha no Oceano Atlântico, a cinco quilômetros da costa. A empresa também utiliza drones para ajuda humanitária, em parceria com organizações terceirizadas, para entregar sangue e vacinas, em Ruanda, na África. Os drones também são usados para conferir inventários em seus armazéns. Ainda não há previsão de quando essas inovações chegarão ao Brasil.

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