Mercado de caminhões mantém ritmo de crescimento

De acordo com a Fenabrave, os emplacamentos de caminhões tiveram incremento de 39,2% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2020

Em outubro, o número de emplacamentos de caminhões apresentou retração de -4,13% em relação a setembro. Na comparação com outubro do ano passado, houve expansão de 39,2%, enquanto no acumulado do ano, o crescimento foi de 48,66%, de acordo com dados divulgados pela  Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Segundo o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, o resultado negativo em outubro, em relação ao mês anterior, está mais relacionada ao menor número de dias úteis sobre setembro, e não por alterações na demanda.

“O mercado de caminhões se mantém positivo e os emplacamentos vão seguindo a capacidade de entrega das montadoras. Alguns modelos, como os extrapesados, já estão com previsão de entrega para o fim do 1º semestre de 2022”, afirma. “Na média, as entregas estão sendo agendadas para um prazo de 90 a 120 dias”, sublinha.

Bastante atrelados ao segmento de caminhões, os implementos rodoviários tiveram alta de mais de 40% no acumulado do ano, e apresentaram com resultados superiores aos de setembro, assim como na comparação com outubro de 2020. “É um segmento que depende menos de componentes importados. Por isso, tem uma capacidade um pouco maior de atender à demanda, neste momento”, afirma Assumpção Júnior.

Ônibus-

O segmento de ônibus apresentou incremento de 3,1% em outubro, na comparação com o mês anterior. Em relação a outubro de 2020, entretanto, a queda é de -34,91%, enquanto no acumulado do ano, a retração foi de -0,44%.

Na avaliação da Fenabrave, apesar da alta em outubro sobre setembro deste ano, os demais períodos comparativos foram críticos para o mercado de ônibus, que foi o que mais sofreu com a pandemia e o isolamento social.

Para o presidente da Fenabrave, as perspectivas para o segmento podem melhorar em 2022. “A vacinação avançou bastante no Brasil, há perspectivas de retomada no turismo e alguns programas de transporte público podem ser retomados no ano que vem, como o Caminho da Escola. Caso isso se confirmem essas tendências, será uma boa mudança para o segmento”, explica.

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